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Linda Brasil cobra regularização de escalas e pagamentos dos profissionais da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes

  • 3 de mar.
  • 2 min de leitura
Deputada Linda Brasil | Foto: Jadilson Simões : Agência de Notícias Alese
Deputada Linda Brasil | Foto: Jadilson Simões : Agência de Notícias Alese

Nesta terça-feira, 3, na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), a deputada estadual Linda Brasil (Psol) voltou a denunciar a precarização do trabalho nas unidades públicas de saúde do Estado. A parlamentar demonstrou preocupação com as denúncias divulgadas pelo Conselho Regional de Medicina de Sergipe (CRM-SE) e pelo Sindicato dos Médicos de Sergipe, que apontam irregularidades na escala médica, atraso no pagamento de salários e déficit de profissionais na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes.


A situação foi constatada no último domingo (1º), com a realização de uma fiscalização na maternidade, que é referência estadual no atendimento a gestantes de alto risco e prematuros extremos em Sergipe. “Estamos falando da principal maternidade de alta complexidade do estado. Profissionais há três meses sem receber salários”, salientou a parlamentar.


Linda relembrou que, na semana passada, já havia alertado para o aumento dos índices de mortes evitáveis de bebês no estado. Segundo dados do Comitê Estadual de Combate à Mortalidade Materna e Infantil, 66,4% dos óbitos infantis registrados no ano passado foram considerados evitáveis — dado que, para ela, evidencia falhas estruturais na rede pública de saúde.


“Essa situação é reflexo da entrega dos serviços públicos à iniciativa privada, que visa ao lucro. Uma das formas de essas empresas fazerem isso é justamente precarizando o atendimento, com a redução e desvalorização de profissionais. Essa não é uma realidade apenas da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes; é o que vem ocorrendo com diversas unidades, como o Hospital da Criança e outras, submetidas ao projeto privatista do Governo do Estado, com a terceirização de serviços por meio de Organizações Sociais (OSS)”, declarou a parlamentar.


Ainda durante o seu discurso, a deputada apontou a falta de concursos públicos e a transferência da administração hospitalar para OSS como fatores que contribuem para a fragilização do Sistema Único de Saúde (SUS) em Sergipe. “É importante lembrar que o último concurso realizado pelo estado deveria suprir a demanda referente às vagas dos trabalhadores contratados da Fundação Hospitalar de Saúde, que era de 1.109. No entanto, só contemplou 800, o que não supre o déficit de funcionários do sistema de saúde”, alertou.

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