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Linda Brasil cobra atenção integral e contínua para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista em Estância

  • há 25 minutos
  • 2 min de leitura

Em visita ao município de Estância, na última terça-feira (30), a deputada estadual Linda Brasil (Psol) dialogou com representantes do grupo de mães atípicas "TEAcolho", que apresentaram denúncias sobre a precariedade do atendimento infantil na rede pública do município. As queixas sinalizam a sensação de abandono vivenciada pelas mães e responsáveis por crianças e adolescentes, no que se refere à atenção e ao acesso aos serviços que deveriam ser prestados de forma continuada pelo Estado e pelo município.


Entre os problemas apontados estão a grande rotatividade de profissionais, o que, para os usuários, interrompe os vínculos essenciais ao desenvolvimento das crianças; a imposição de terapias coletivas, em detrimento da atenção individualizada; o bloqueio inaceitável do acesso às atualizações de laudos médicos; além do corte abrupto das terapias quando as crianças completam doze anos.


“Essas são situações que impactam diretamente o tratamento dessas crianças e adolescentes, prejudicando o seu desenvolvimento e a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares. É preciso construir mecanismos de atenção integral, com respeito às particularidades do autismo e atenção continuada, sem deixar adolescentes e suas famílias desamparados no momento em que a transição etária exige, justamente, maior continuidade e atenção especializada”, avaliou Linda Brasil.


Saúde mental materna e assistência integral


Linda relata a ausência de políticas efetivas de atenção à saúde mental das mães atípicas. “Essas mulheres vivem sob estresse crônico, isolamento social e esgotamento severo, pois o foco excessivamente direcionado apenas à criança desconsidera que, para que uma assistência seja, de fato, eficaz, é necessário que haja suporte para quem conduz todo esse processo”, frisou.


A deputada, então, lança o questionamento ao poder público: “Quem cuida de quem cuida?”. Ela também cobrou a união entre o Estado e o município para a implementação de uma Casa de Apoio Integral em Estância e em diversas regiões do estado.


“Não se trata apenas de um espaço físico, mas de uma política pública de acolhimento, tanto das crianças quanto de seus responsáveis. Um lugar com atendimento multidisciplinar, em que haja profissionais concursados e seja garantida a continuidade e a boa qualidade do atendimento especializado”, explicou.


Linda chama a atenção para a necessidade de o Governo do Estado discutir com as áreas de assistência social, educação, saúde e outras secretarias a criação de uma política pública permanente. “Isso é fundamental para proporcionar dignidade às famílias com crianças e adolescentes atípicos, que enfrentam diariamente os desafios do espectro autista. Elas precisam ter os seus direitos assegurados”, concluiu.

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