Linda Brasil denuncia prejuízos causados por novo desabastecimento de água e aumento das tarifas em Sergipe
- Morgana Barbosa
- 16 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

A deputada estadual Linda Brasil (PSOL) denunciou, na tribuna da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), nesta terça-feira (16), os prejuízos causados à população de Aracaju e da região metropolitana diante de mais um episódio de suspensão no abastecimento de água, além do aumento das tarifas praticadas pela concessionária Iguá Saneamento.
De acordo com a parlamentar, a recorrência das interrupções no fornecimento escancara os problemas decorrentes do processo de privatização dos serviços de saneamento no estado, marcado, segundo ela, pela deficiência na gestão dos recursos e pela priorização de interesses privados em detrimento do direito da população.
Segundo informações divulgadas pela própria Iguá, ao menos 26 bairros serão afetados pela falta de água, com normalização prometida apenas de forma gradual, em até 72 horas. Entre as localidades impactadas estão Inácio Barbosa, Jabotiana, Santa Maria, Farolândia, Atalaia, Coroa do Meio, São Conrado, Mosqueiro, entre outras.
“Estamos falando de um serviço essencial, de um direito humano básico, que não pode ser interrompido de forma recorrente, sem explicações claras e sem a garantia de alternativas para a população”, destacou Linda Brasil. Para a deputada, a situação tem gerado um cenário de insegurança hídrica que atinge milhares de famílias, especialmente aquelas que vivem nas periferias e comunidades mais vulnerabilizadas, historicamente as mais penalizadas.
A parlamentar criticou o modelo de gestão e o processo de privatização dos serviços, afirmando que ao invés de promover melhorias tem gerado problemas maiores que os registrados anteriormente. “O que vemos é um sistema que não consegue garantir água nas torneiras da população”, afirmou.
Linda Brasil também ressaltou que tem cobrado informações da concessionária, acionado órgãos de controle e exigido a responsabilização dos envolvidos. Aliado a isso, Linda expôs depoimentos da população com críticas à qualidade dos serviços de distribuição de água e aumento das tarifas.
“Não é aceitável que o povoamento continue convivendo com torneiras secas, enquanto o discurso oficial tenta normalizar esse absurdo. A população não aguenta mais. Água não é mercadoria. É um direito, e precisa ser tratada como tal”, concluiu.









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