Na Alese, Linda repercute operação da PF em Socorro e pede ampliação das investigações de contratos envolvendo OSs em Sergipe

A deputada estadual Linda Brasil (PSOL) repercutiu, nesta quinta-feira ,15, na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), a Operação Dirus, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar suspeitas de direcionamento de chamamentos públicos e desvio de recursos públicos da saúde em Nossa Senhora do Socorro. A parlamentar criticou o modelo de gestão de equipamentos públicos de saúde por meio de Organizações Sociais (OSs).
Linda Brasil chamou a atenção para os possíveis prejuízos à população sergipana diante dos indícios de irregularidades. “Há indícios de superfaturamento e de subcontratação de serviços por meio de empresas vinculadas a pessoas ligadas aos gestores das próprias organizações. O prejuízo estimado é de R$ 15,6 milhões”, destacou a parlamentar.
A Operação Dirus cumpriu 32 mandados de busca e apreensão em cinco estados, abrangendo sedes de organizações sociais, empresas envolvidas e residências de investigados. Em Sergipe, as diligências ocorreram em Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Canindé de São Francisco. Também foram realizadas ações no Rio de Janeiro (RJ); em Barretos e Colina, em São Paulo (SP); em Fortaleza, Aquiraz e Eusébio, no Ceará (CE); e em Campina Grande, Serra Branca e Pedra Lavrada, na Paraíba (PB).
De acordo com as informações sobre a operação, a investigação apura possíveis irregularidades na contratação de duas Organizações Sociais para administrar unidades de saúde de Nossa Senhora do Socorro. Entre os contratos sob análise estão os relacionados ao hospital de campanha montado durante a pandemia de Covid-19, em 2020, e à gestão de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no período de 2020 a 2026.
Para Linda Brasil, a investigação reforça as denúncias que vem fazendo sistematicamente na tribuna da Alese. “Várias Organizações Sociais estão envolvidas em suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos. Espero que essa investigação seja aprofundada e que as empresas contratadas pelo Governo do Estado, que já denunciamos, também possam ser investigadas”, cobrou a deputada.




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