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Linda Brasil defende valorização da psicologia e propõe fórum permanente após audiência pública

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Foto: Jadilson Simões | Agência de Notícias Alese
Foto: Jadilson Simões | Agência de Notícias Alese

A precarização dos vínculos trabalhistas e a desvalorização dos profissionais de psicólogos e psicólogas em Sergipe foram temas evidenciados durante audiência pública realizada pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), na última segunda-feira (15). A deputada Linda Brasil (Psol), que presidiu a sessão, ao lado de representantes da categoria, profissionais, pesquisadores e estudantes, discutiu os encaminhamentos necessários para promover dignidade e melhores condições de trabalho para os profissionais.


Entre os principais problemas apresentados pela categoria estiveram os baixos salários, a ausência de piso salarial, os vínculos precários, a sobrecarga de trabalho e a não implementação da jornada de trabalho de 30 horas semanais. Além disso, houve discussão sobre a necessidade da regulamentação da psicoterapia e da proteção do campo de atuação da psicologia diante de iniciativas que, segundo a categoria, representam tentativas de invasão de competências profissionais.


Os relatos sobre a realidade enfrentada pelos profissionais nos setores públicos e privados também chamaram a atenção. De acordo com as denúncias apresentadas pelos profissionais durante a audiência, muitos psicólogos e psicólogas precisam acumular múltiplos vínculos empregatícios para garantir uma renda mínima, enquanto serviços públicos convivem com déficit de profissionais e longas filas de espera para atendimento.


Linda Brasil alerta sobre valores incompatíveis pagos aos profissionais pelos atendimentos realizados através dos planos de saúde. “Uma coisa que me chamou atenção foi que, no setor privado, a situação está muito crítica. Planos de saúde chegam a pagar apenas R$ 17 por sessão, obrigando profissionais a realizar até oito atendimentos por turno para receber cerca de R$ 130”, destacou a parlamentar.


O valor pago, conforme as denúncias, não considera despesas como aluguel de consultórios e outros custos necessários para o exercício da profissão. “Esse cenário caracteriza um processo claro de uberização da psicologia, com intensificação do trabalho, precarização dos vínculos e profunda desvalorização desses profissionais”, acrescentou a parlamentar.


Encaminhamentos


Como encaminhamento da audiência pública, a deputada informou que será construído um Fórum em Defesa da Psicologia em Sergipe, com o objetivo de reunir entidades, profissionais e instituições para fortalecer a luta por melhores condições de trabalho e valorização da categoria.


“Encaminhamos algumas ações e uma delas é justamente criar um Fórum em Defesa da Psicologia no nosso estado para atuar no fortalecimento, na proteção e na garantia de dignidade ao exercício profissional dessa categoria fundamental para a sociedade”, concluiu.


Participantes da audiência pública


Para o diálogo sobre as demandas urgentes da categoria, estiveram representados no encontro o Conselho Regional de Psicologia, o Sindicato dos Psicólogos de Sergipe (Sinpsi/SE), a Universidade Federal de Sergipe (UFS), além de estudantes e profissionais que atuam nas redes pública e privada.

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