Linda Brasil denuncia perda de insalubridade para assistentes sociais, psicólogos e psicólogas de São Cristóvão
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A deputada estadual Linda Brasil denunciou, durante o discurso na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), nesta quarta-feira, 27, a perda do adicional de insalubridade dos assistentes sociais, psicólogos e psicólogas que atuam nas unidades de saúde do município de São Cristóvão. A deputada cobrou transparência da prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde sobre os critérios adotados para a elaboração de um laudo técnico que teria embasado a suspensão do benefício.
Segundo a parlamentar, as denúncias apontam que os servidores e servidoras foram comunicados sobre a perda da insalubridade sem acesso claro às informações do processo, aos critérios adotados ou sobre quem foi de fato avaliado. “O que chegou até nós indica que esse laudo não espelha a realidade, pois as especificidades de cada unidade de saúde e de cada profissional simplesmente não foram consideradas”, afirmou.
A deputada também destacou que recebeu informações de que a Secretaria Municipal de Saúde já iniciou procedimento para contratação emergencial de uma nova empresa para emissão dos laudos, e que o pagamento da insalubridade será realizado de forma retroativa para os profissionais que protocolaram o requerimento. “É um encaminhamento que registramos e vamos acompanhar de perto. Esperamos que a prefeitura, que está realizando isso, possa rever essa conduta”, ressaltou.
Moeda social
Durante o pronunciamento, Linda Brasil também fez um alerta para um segundo impacto financeiro enfrentado pelos servidores municipais, que é a implantação de uma moeda social que, segundo os relatos recebidos, aconteceu sem transparência e sem comunicação adequada sobre o funcionamento do benefício.
De acordo com as denúncias encaminhadas, haverá uma retenção de aproximadamente R$ 400 de cada funcionário para conversão na moeda, situação que tem gerado preocupação entre as categorias. Linda destacou que muitos servidores não residem em São Cristóvão e revelam dificuldades diante das limitações do uso do benefício. “As localidades para usar são ligadas ao turismo, locais que vendem produtos artesanais e sanduíches, sem contemplar necessidades básicas do dia a dia, como supermercados. R$ 400 reais acaba sendo um valor muito alto para essas pessoas”, afirmou a parlamentar.
A deputada informou ainda que o SINDASSE, o SINPSI/SE e o SINDINUTRISE, sindicatos que representam assistentes sociais, psicólogos e psicólogas e nutricionistas de Sergipe, emitiram nota de repúdio, no dia 6 de maio, denunciando a ausência de diálogo da gestão municipal com as entidades sindicais durante o processo de implementação da medida.
Ainda segundo Linda Brasil, os sindicatos afirmam que a adoção da moeda social desrespeita as negociações realizadas com as categorias e compromete a autonomia financeira dos trabalhadores. “Estamos aqui para receber as denúncias e apelamos para que a Secretaria e a prefeitura de São Cristóvão se pronunciem sobre este assunto, porque falta transparência. E busquem os sindicatos para conversar. Pois esperamos que, se há intenção de perda de benefícios para trabalhadoras e trabalhadores que já ganham pouco para o que fazem, essa situação possa ser revista”, concluiu.
Foto: Jadilson Simões/Agência de Notícias Alese




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