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“Marco histórico na nossa democracia”, declarou Linda Brasil sobre eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Federal

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

A deputada estadual Linda Brasil (Psol) enalteceu, na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), nesta quinta-feira, 12, a eleição da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Para a parlamentar sergipana, a escolha representa um marco histórico para a democracia brasileira.


Linda destaca que é a primeira vez que uma mulher trans assume o comando de um colegiado estratégico voltado à proteção da vida e da dignidade das mulheres no país. “É um marco histórico da nossa democracia. Fiquei muito feliz, pois sei da competência e do trabalho combativo de Erika Hilton”, afirmou.


A parlamentar também considera os avanços conquistados em Sergipe. “Faço questão de trazer esse debate para esta Casa porque Sergipe já é vanguarda nesse processo. Aqui, temos a honra de ter a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos presidida por uma mulher trans. Assim como Erika em Brasília, ocupo este espaço não por concessão, mas por legitimidade democrática e competência técnica, trazendo luz às populações que a prefeitura e o Estado muitas vezes escolhem ignorar”, ressaltou.


Durante o seu discurso, a deputada detalhou que Erika Hilton assume a comissão com prioridades como a fiscalização da rede de proteção às mulheres, a promoção de justiça social, o enfrentamento da violência política de gênero e a promoção da saúde integral. Além disso, destacou sua atuação na luta pelos direitos da classe trabalhadora, com o projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1.


“Erika Hilton na comissão representa um avanço civilizacional. É o direito humano que está acima das questões sociais. Não há política pública efetiva sem respostas específicas. É muito simbólico, muito importante e histórico para o nosso país ter uma mulher trans, negra e oriunda de um contexto de vulnerabilidade ocupando esse espaço”, declarou.


Diante disso, Linda reforça que o combate às diversas formas de violência contra as mulheres e contra os grupos vulnerabilizados demanda representações reais nas casas legislativas e no Poder Executivo. “A democracia só se expande quando toda a pluralidade das mulheres , cis, trans, trabalhadoras, mães solo e outras, é enxergada pelo Estado, assim como quando há condições de ocupação de espaços de poder de forma paritária”, salientou.

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