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Roda de Conversa promove reflexão sobre a rede de atenção psicossocial e a luta antimanicomial

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 11 horas


No Dia da Luta Antimanicomial, que tem como marco o dia 18 de maio, a Casa Linda Brasil recebeu a Roda de Conversa “Luta Antimanicomial Hoje: avanços e desafios”. Na ocasião, o espaço de escuta e diálogo oportunizou a reflexão sobre as fragilidades do sistema de atenção à saúde mental e a realidade vivida por profissionais e pacientes nas unidades de atendimento psiquiátrico.


A deputada estadual Linda Brasil (Psol) reforçou a necessidade de manter uma escuta ativa para construir políticas públicas eficazes. “Esse é justamente um espaço de escuta, acolhimento e diálogo, a partir do qual refletimos sobre as necessidades da população. Aqui fortalecemos articulações importantes para a construção de políticas públicas, mas também para entender os problemas enfrentados por pacientes e profissionais nos espaços de atendimento a pessoas em sofrimento psíquico. Juntos, fortalecemos a luta por melhores condições e por conscientização”, afirmou.


Entre os temas abordados estiveram a precarização da rede de atenção psicossocial e o processo de exclusão da população mais vulnerabilizada. Durante sua participação no evento, a psicóloga Daniela Alves, especialista em saúde mental, álcool e outras drogas, psicodramatista e redutora de danos, apontou aspectos cruciais para o processo de conscientização sobre os avanços necessários.


Daniela Alves
Daniela Alves

“Que reforma psiquiátrica é essa que defendemos? Que luta é essa que nós queremos para garantir acolhimento e tratamento em liberdade? Como a gente reduz danos, amplia a vida e promove transformação na vida dessas pessoas? A luta antimanicomial precisa ser construída coletivamente. Não existe política pública sem escuta das pessoas, sem os territórios e sem os direitos humanos. A gente precisa ter voz. Sem isso, não há reforma possível. Nenhuma pessoa pode ser reduzida ao seu diagnóstico”, refletiu a psicóloga Daniela Alves, membro do Conselho Regional de Psicologia.


Jayane Trindade
Jayane Trindade

A psicóloga Jayane Trindade apresentou um histórico com os principais marcos da implementação dos equipamentos de saúde mental em Sergipe, além de promover uma dinâmica de reflexão acerca do SUS, considerando que a falta de investimento nesses equipamentos de saúde tem sido um dos grandes entraves para a continuidade e a qualidade dos serviços ofertados a quem mais precisa.


“A luta é contínua. Sempre será necessário que tenhamos força para continuar reivindicando o que ainda entendemos como necessário e que ainda não foi efetivado enquanto direito. Quando falamos de saúde mental, ela é atravessada por questões raciais, de gênero, de segurança alimentar, econômicas e de classe social. Não existe saúde mental sem olhar para essas temáticas”, considerou.


Everton Tavares
Everton Tavares

Para o sobrevivente do sistema manicomial e fundador da Associação de Usuários de Saúde Mental (Ausmes), Everton da Costa Tavares, há negligência com os CAPS e com os seus pacientes. “Pessoas que não estão mais em manicômios, mas estão nesses espaços abandonadas pelas famílias e sem tratamento humanizado. Passamos por diversas formas de tortura na sociedade; a exclusão é uma delas”, relatou.


Reforma Psiquiátrica


Há 25 anos, a Lei Federal da Reforma Psiquiátrica, ou Lei Paulo Delgado (Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001), fortalece o movimento pelo fim dos manicômios, a garantia de direitos das pessoas com transtornos mentais e um novo modelo de cuidado mais humano.


Em Sergipe, a deputada Linda Brasil foi autora da Lei nº 9.876, de 5 de fevereiro de 2026, que criou a Semana Estadual de Conscientização sobre a Luta Antimanicomial. Entre os objetivos da legislação estão a conscientização sobre o combate ao estigma e à exclusão de pessoas em sofrimento psíquico grave, em nome de pretensos tratamentos; a conscientização sobre a importância da participação da sociedade e da família nos cuidados e tratamentos das pessoas com transtornos mentais; o estímulo ao desenvolvimento da política de saúde mental; e a orientação sobre os direitos das pessoas com transtornos mentais.


Histórico


No Brasil, os hospitais psiquiátricos historicamente funcionaram como instrumentos de exclusão social, acolhendo não apenas pessoas com transtornos mentais, mas também grupos marginalizados, como pobres, negros, mulheres, pessoas LGBTQIA+ e indivíduos em situação de rua. O Hospital Colônia de Barbacena, fundado em 1903, tornou-se símbolo desse modelo, com mais de 60 mil mortes ao longo do século XX em condições de tortura, abandono e insalubridade, episódio denominado “Holocausto Brasileiro”. Nesse sentido, o manicômio é compreendido como uma lógica de controle e exclusão que pode se reproduzir em diferentes serviços de saúde, inclusive fora das instituições tradicionais.


Linda Brasil reforçou a necessidade de assegurar espaços e tratamento dignos, com atenção aos pacientes e aos profissionais. “A luta antimanicomial surge como crítica a esse modelo, defendendo o cuidado em liberdade, a autonomia e a garantia de direitos. A luta é por dignidade”, finalizou.

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